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18 março, 2013

Pedido de uma criança a seus pais...


Não tenham medo de serem firmes comigo.
Prefiro assim. 
Isto faz com que eu me sinta mais segura. 
Não me estraguem. 
Sei que não devo ter tudo o que peço.
Só estou experimentando vocês.
Não deixem que eu adquira maus hábitos. 
Dependo de vocês para saber o que é certo, o que é errado.

Não me corrijam com raiva, nem na presença de estranhos. Aprenderei muito mais se me falarem com calma e em particular.
Não me protejam das consequências de meus erros.
Às vezes eu preciso aprender pelo caminho áspero. 

Não levem muito à sério as minhas pequenas dores. 
Necessito delas para poder amadurecer. 
Não sejam irritantes ao me corrigirem.
Se assim o fizerem, eu poderei fazer 
o contrário do que me pedem. 

Não me façam promessas que não poderão cumprir depois. Lembrem-se que isto me deixa profundamente desapontada. 

Não ponham à prova a minha honestidade.
Sou facilmente levada a dizer mentiras.
Não me apresentem um
Deus carrancudo e vingativo.
Isto me afastaria d'Ele. 

Não desconversem quando faço perguntas,
senão serei levado a procurar as respostas
na rua todas as vezes que não as tiver em casa. 

Não se mostrem para mim como pessoas infalíveis.
Ficarei extremamente chocada quando
descobrir um erro de vocês. 

Não digam simplesmente que meus receios e medos são bobos. Ajudem-me a compreendê-los e vencê-los. 

Não digam que não conseguem me controlar.
Eu me julgarei mais forte que vocês.

Não me tratem como uma pessoa sem personalidade. Lembrem-se que eu tenho o meu próprio modo de ser.

Não vivam me apontando os defeitos das pessoas que me cercam. Isto irá criar em mim, mais cedo ou mais tarde, o espírito de intolerância.

Não se esqueçam de que eu gosto de experimentar as coisas por mim mesma. Não queiram ensinar tudo pra mim. 

Não tenham vergonha de dizer que me amam. Eu necessito desse carinho e amor para poder transmiti-lo à vocês e aos outros. 

Não desistam nunca de me ensinarem o bem, mesmo quando eu parecer não estar aprendendo.
Insistam através do exemplo e, no futuro, vocês verão em mim, o fruto daquilo que plantaram.


(Autor Desconhecido)

18 fevereiro, 2013

Homicídio Premeditado

Um menino de quatorze anos matara um garoto inocente só para fazer bonito entre os membros de sua gangue. No julgamento, a mãe da vítima ficou em silêncio até o fim, quando o jovem foi condenado. Depois do veredito, ela levantou, olhou diretamente para ele e disse: "Vou matá-lo".

Então, o jovem foi levado para cumprir a pena de três anos em uma prisão juvenil. Depois de seis meses, a mãe do garoto assassinado foi fazer uma visita ao assassino.

Como antes ele vivia nas ruas, ela foi a única visita que ele teve. Conversaram um pouco e, antes de ir embora, ela lhe deu dinheiro para comprar cigarros. Depois disso, ela começou a visitá-lo cada vez com mais regularidade, levando-lhe comida e alguns presentes.

Quando a pena estava chegando ao fim, ela lhe perguntou o que ele pretendia fazer quando saísse. Ele não tinha idéia e ela se ofereceu para lhe arrumar um emprego na empresa de um amigo. Então perguntou onde ele pretendia morar e, como ele não tinha família, ela lhe ofereceu um quarto em sua casa.

Ele morou nesse quarto durante oito meses, comeu a comida que ela fazia e trabalhou no emprego. Então, numa noite, ela o chamou à sala para conversar. Ele se sentou à sua frente e, depois de alguns momentos, ela começou a falar:

- Lembra-se de que no tribunal eu disse que ia matá-lo?

- É claro que lembro, ele respondeu. - Nunca vou me esquecer daquele momento.

- E foi o que eu fiz, continuou ela. - Eu não queria que o garoto que matou meu filho continuasse vivo nesta terra. Queria que ele morresse. Foi por isso que comecei a visitá-lo e a lhe levar coisas. Foi por isso que eu consegui o emprego e o trouxe para morar aqui em casa. Foi assim que eu comecei a modificá-lo. E aquele outro menino se foi. Então, agora que meu filho se foi e aquele assassino se foi, quero lhe perguntar se você quer ficar aqui. Tenho espaço e gostaria de adotá-lo, se você quiser.

E assim ela se tornou a mãe do assassino do filho, a mãe que ele nunca tinha tido.


Texto com Autoria Desconhecida

01 dezembro, 2012

Sujamos as praias no final do ano?

PRESENTES POLÊMICOS

Nos últimos dias do ano é comum ver nas praias brasileiras grupos de umbandistas, ou até mesmo um filho de fé "solitário", fazendo suas homenagens para Iemanjá.

Muitos agradecem pelo ano que passou, outros fazem pedidos para o próximo ano, e ainda há aqueles que apenas fazem uma prece à rainha do mar. E não são poucas as oferendas. Flores, perfumes, espelhos, frutas, tudo para ser entregue à Mãe dos Orixás. Barcos são cuidadosamente ornamentados. Quando é um terreiro que prepara, antes da oferenda, em geral, é feita uma Gira em homenagem à Iemanjá e a todo povo do mar.

Mas após o ritual religioso o que fica muitas vezes na praia é uma coisa só: LIXO.

Esse tipo de oferenda já foi alvo de muita polêmica. Foram várias as discussões sobre o assunto, sem que se chegasse a qualquer conclusão. A lei nos garante a liberdade de culto. No entanto, para os que não são seguidores da religião, a impressão de sujeira e agressão ao meio ambiente deixam um ponto negativo, principalmente para a Umbanda.

As homenagens à Iemanjá acabam, muitas vezes, se tornando alvo de preconceito. Há casos em que a população pede ajuda do poder público para impedir qualquer tipo de festividade religiosa ou oferenda feita na praia nos festejos de final de ano.

E o que nós, umbandistas, achamos deste assunto?

O dirigente da SEFA, CCT Cristiano Queiroz, diz que não é contra as giras na praia, mas alerta para os cuidados que se deve ter com a limpeza, ao final dos trabalhos: "Acho que as giras na praia são importantes até mesmo como uma marca cultural de nosso país. Mas, assim como em nossos terreiros, devemos ter a consciência de que estamos usando um espaço público, e todos têm direito à sua utilização, assim como o dever de bem preservá-lo", afirma o dirigente.

No primeiro dia do ano são encontrados na beira da praia garrafas de sidra, velas, caixas de fósforo, alguns alguidares com comida, deixando um rastro de poluição que não será "aproveitado" por nenhuma entidade. Até porque os garis se encarregam de retirá-los da praia, junto com outras toneladas de lixo deixadas após as festas.

Por isso, vários umbandistas, conscientes de suas responsabilidades como cidadãos já buscam fazer toda a sua ritualística já se comprometendo em deixar o ambiente limpo e utilizável para os outros.

Respeito à natureza e ao espaço de cada um é também uma forma de demonstração de fé e de devoção que os umbandistas têm com as suas entidades, e com os Orixás da Umbanda, uma vez que cada linha representa cada força da natureza.


Fonte: Informativo 48 da Seara Espiritualista Falangeiros de Aruanda

09 novembro, 2012

Falando da Liberdade

Não existe liberdade absoluta a não ser através do pensamento.
Por isso devemos lembrar que há direitos a respeitar.
Desde que haja dois seres que se ponham juntos a caminhar.
Essa disciplina é uma condição natural.
Senão o orgulho e o egoísmo conturba o sistema Universal.

Ninguém tem o direito de entravar a liberdade de pensar.
E devemos muito bem atentar que é só a Deus que pertence o direito de nossa consciência julgar.

A liberdade de consciência faz parte da verdadeira civilização, desde que atingiu boa medida de evolução, e sabe que só é permitido impor em si mesmo, o bem e a fraternidade, pois é o que coloca, o verdadeiro amor em ação.


Texto de Elio Mollo
02/06/2008

04 setembro, 2012

Pedras e Ciladas

A mediunidade, assim como qualquer outro caminho espiritual, é um caminho que deve ser trilhado com passos firmes, discernimento e esforço, para que ele realmente possa ser aproveitado e contribua para o engrandecimento do espírito. Muitas dificuldades assolarão o médium, desde seu desenvolvimento, até o fim de seu mandato mediúnico. Mas não esqueça, que são essas pedras e ciladas, que são os verdadeiros professores da escola física.

A pedra da descrença, que testará sua fé e seu amor dentro do mediunismo. Que te ensinará a não esperar por milagres e fenômenos, mas sim, buscar o desenvolvimento interno, a evolução e melhoramento da consciência dentro dos trabalhos mediúnicos.

Essa pedra que muitos atirarão sobre você, e que fará você desenvolver o sorriso e a paciência verdadeira. Mais do que isso, fará você desenvolver confiança em si mesmo e no seu trabalho, passo primordial para o despertar da fé viva. Apenas com a descrença, aprendemos a confiar. Não mais com a mente, mas ouvindo e vivenciando o coração.

"Acredite em seu coração! Nesse congá interno; Jacutá lindo e belo, as flores dos Orixás desabrocharão...!"

A cilada da vaidade, que desmascarará o tolo ego, expondo-o ao ridículo do invidualismo. Mediunidade é um trabalho coletivo, uma ação universal, que visa o Todo, nunca o eu. É vencendo a vaidade que o médium dá provas de maturidade dentro das lidas de intercâmbio espiritual. É atravessando esse pântano do orgulho humano, que desenvolvemos a simplicidade, qualidade tão negligenciada em dias de materialismo tão ferrenho, onde mais vale o que se vê e o que se tem, do quê, o que se sente e o que se é.

"Ego, ego, que quer dominar, ego bobo, que a realidade gosta de enfeitar. Nego véio senta no toco, pra simplicidade ensinar!"

A pedra da crítica maldosa, que lhe mostrará como nossos olhos devem ser bondosos em relação ao semelhante e como palavras duras, impulsionadas pela imaturidade dos sentimentos, podem gerar grandes tristezas. Sãs as pedradas críticas que lhes farão compreender o valor do respeito em relação ao semelhante. Tranquilo, vença essas críticas, não com força bruta, mas com a serenidade de Oxalá. Lembre-se, elas estão aí para te ensinar.

"Limpa os olhos meu filho, pra verdade você ver. Limpa a boca menino, pra maldade perecer!"

A cilada do conhecimento, que se é muito bom e pode acabar com a ignorância, não santifica ninguém. Conhecimento não é um fim em si mesmo, mas um pequeno passo para a escola da sabedoria. Quando o conhecimento nos mostra que nada sabemos, faz com que sejamos mais tolerantes com a ignorância alheia e, muito além de ser material teórico, ganha forma prática em nossa vida. Mas, quando a arrogância faz morada nas palavras e a soberba nas posturas diárias, então o conhecimento será um grande empecilho para a realização espiritual.

"Aprender, estudar e conhecer, trilhar o caminho com valentia... Mas afinal, que livro poderá conter, a divina e verdadeira sabedoria?"

A pedra da ingratidão, que nos ensina o serviço desinteressado em recompensas, o agir pelo bem, puro e simples. A mediunidade é um milagre, uma dádiva amorosa dos Orixás, mas que não premia ninguém. O trabalho mediúnico é abnegação, desprendimento, altruísmo, caridade, mas não é uma cruz a ser carregada, ou uma missão sofrida. O mediunato deve ser cumprido com um sorriso alegre e uma expressão de felicidade no rosto. Ele é uma dádiva. Nada se ganha com ele, mas ele faz um bem danado!

"Trabalhar, trabalhar e trabalhar... Sorrir, sorrir e sorrir... O que mais você quer? O que mais a mediunidade pode lhe dar?"

A cilada do lobo, disfarçado em pele de cordeiro. A negação da sombra psicológica, com posturas superficiais. O falso pregar, o agir hipócrita e doentio. Lembrem-se: Toda palavra que sair da sua boca, deve ganhar forma em sua vida. Caso contrário ela não tem razão de ser. É uma pérola jogada fora.

"Palavras e palavras... Todas jogadas ao vento. Mais vale as ações concretas, tomadas no meio do silêncio!"

Muitas outras pedras serão atiradas, ou vocês mesmos atirarão no semelhante. Mas são dessas ações imaturas que nascerá a reflexão séria que leva a maturidade. Não se julgue mal e perdoe seu irmão de jornada. A mão que atira a pedra é a mesma que lhe ensina. Já quando for a sua mão a criminosa, pense por mil vezes a respeito disso. Nesse caso, é o alvo que lhe ensina.

Ciladas, também serão constantes. Algumas tentadoras, outras misteriosas, mas todas perecíveis à luz do coração. Ele é seu guia. Acenda-o e guia-te pelos caminhos tortuosos da Terra. No amparo espiritual estará sua maior força. Confie, ore, vigie e acredite!

"Pedras e ciladas não faltarão! Mas é na dificuldade, que aprendemos a ouvir o coração..."


Mensagem enviada por Pai Antônio de Aruanda - recebida por Fernando Sepe em 22 de Novembro de 2006.

14 agosto, 2012

Procrastinação: O eterno adiar

Para quem não conhece esse termo, procrastinar significa adiar alguma ação útil ou importante que você poderia fazer agora. Algumas pessoas adiam decisões e ações por dias, meses, anos, e até mesmo por uma vida inteira, gerando insatisfação, ansiedade e outras consequências.

A procrastinação pode ocorrer nas mais diversas áreas, nos impedindo de realizar variadas coisas que levariam a uma vida mais plena. Por exemplo: fazer um curso, ir em busca de um emprego, escrever um texto, fazer a lição de casa, falar com alguém sobre algum tema não muito agradável, organizar o guarda-roupa, contratar uma pessoa para fazer um serviço, consertar um defeito no carro, chamar o eletricista para arrumar algo em casa, começar a se exercitar, fazer uma dieta, aprender uma língua, fazer uma viagem, começar a poupar, iniciar um novo projeto profissional, começar a meditar, fazer um tratamento de saúde, ler o mnual gratuito da *EFT (técnica para auto-limpeza emocional, veja como receber um manual gratuito no final do artigo), começar a se auto aplicar a EFT, etc...

A procrastinação não se dá por "fraqueza" ou por falta de inteligência. Pessoas consideradas "fortes" também vão ter episódios de procrastinação, e o mesmo ocorrerá com pessoas vistas como muito inteligentes. Quando estamos adiando algo que é importante, estamos vivenciando a manifestação de mecanismos sabotadores conscientes e inconscientes.

Por trás do eterno adiar, existem várias crenças, pensamentos e sentimentos negativos que estão nos amarrando e que muitas vezes não conseguimos perceber. Muitas desculpas podem surgir para justificar a tomada de ações: - Preciso esperar o melhor momento, sou novo demais, sou velho demais, preciso antes aprender tal coisa, tenho que me tornar uma pessoa de tal jeito para poder fazer isso, não me sinto capaz o suficiente, quando a economia melhorar eu faço, nessa cidade não tem como começar, só quando eu ficar mais magro, se eu fosse mais bonito já teria começado, não comecei ainda porque minha família não me apóia, preciso que determinada pessoa me ajude e ela nunca tem tempo e é por isso que ainda não comecei, vou fazer quando tiver mais dinheiro...

Raras vezes as razões que surgem são 100% impeditivas de se realizar o que se deseja. Normalmente, são apenas obstáculos que podem ser superados com um pouco de atitude e criatividade. Outras vezes, não passam de desculpas que servem apenas para mascarar outros sentimentos mais profundos: medo do sucesso, medo do fracasso, medo do julgamento, questões mais profundas de auto-estima, etc...

Observe o ciclo sabotador da procrastinação. Uma amiga minha, hoje com 34 anos, se arrepende de não ter feito um curso superior quando era mais nova com seus vinte e poucos anos. Quando ela tinha esta idade, via outras pessoas mais novas se formando ou perto de concluir um curso superior. Então, ela pensava que já estava um pouco velha para começar e acabava desistindo. O tempo passou, foi chegando perto dos 30 e ela pensava: "Ah, eu era muito nova, mas na época achava que não era mais; se eu tivesse começado o curso naquele época eu já teria me formado. Mas agora já tenho 30 anos". Passam mais alguns anos, e em momentos de reflexão surgem pensamentos bem semelhantes: "Puxa vida, se eu tivesse começado aos 30, estaria me formando agora, mas eu já achava tarde demais. Agora com 34 é que ficou tarde". Os pensamentos ressurgem à medida que o tempo vai passando, ainda com o mesmo mecanismo. A pessoa sempre acha que antes dava, e que agora não dá mais e vive em um eterno sentimento de arrependimento por não ter tentado antes, o que alimenta mais a inércia e a procrastinação, gerando ainda sentimentos de insatisfação, incompetência  e outros que acabam baixando a auto-estima.

Veja um e-mail que recebi de uma leitora depois de enviar um texto por e-mail:
"Querido amigo André... Não se trata de querer ou não melhorar, mas o que ocorre é que eu não tenho dinheiro e já sou velhinha, então, não posso fazer nenhum curso ou aprendizado. De qualquer maneira eu agradeço a sua atenção... Um abraço!"

Observe um outro e-mail que recebi de outro leitor:
"André Lima, sou professor universitário aposentado e tenho 88 anos. Antes, eu já conhecia a EFT e me aplicava a técnica de vez em quando, mas sem muito entusiasmo. Depois que li o seu Curso Básico de EFT, muita coisa mudou. Passei a me aplicar a EFT com mais frequência e com mais atenção aos detalhes, sobretudo em relação aos aspectos específicos dos problemas. Porém, o que mais me entusiasmou foram os resultados obtidos nas aplicações. Considero você o Gary Craig brasileiro; aliás, me chamou a atenção o fato de que ambos são engenheiros. Agora estou muito interessado em divulgar a técnica e a leitura de seu manual. Parabéns pelo seu trabalho. José Sarques."

No primeiro e-mail, podemos observar dois bloqueios sabotadores que se manifestam na leitora e que servem de desculpa para que ela não comece a se beneficiar da EFT: - Sou velha demais, e não tenho dinheiro. Duas razões que não impedem em nada que ela comece. O manual é gratuito, qualquer um pode ler e começar a aplicar a partir dele, como fez o outro leitor José Sarques. A idade também não é um fator impeditivo. Veja o José dando um grande exemplo. Aos 88 anos está cuidando de si mesmo, usufruindo dos benefícios da EFT sem criar obstáculos. A maioria com essa idade nem acessa a internet. A forma como ele escreve passa jovialidade.

Em um curso ministrado na cidade de Porto Alegre com o tema de EFT e Prosperidade Financeira, tive uma aluna que tinha apenas 83 anos de idade. Segundo seu relato, aproveitou bastante o curso. Foi participativa, fez perguntas e comentários muito interessantes e que contribuíam com o tema da aula. A idade poderia ser uma excelente desculpa para ficar em casa e dizer que não teria mais o que aprender e como se beneficiar, mas não para ela.

As desculpas que nós usamos têm uma força emocional negativa por trás delas, e é por isso que elas parecem verdadeiras e nos sabotam. A EFT é uma ferramenta que limpa profundamente os aspectos emocionais das crenças e pensamentos negativos que carregamos. Ao fazermos essa limpeza, as desculpas perdem a força emocional e começam a parecer sem sentido (tanto racionalmente como emocionalmente) e assim deixamos de nos sabotar. Em outro texto, estarei dando um exemplo prático sobre como podemos fazer EFT para dissolver a força das desculpas que usamos que nos levam a procrastinação.


André Lima - EFT Practitioner
*EFT - Emotional Freedom Techniques - É a auto-acupuntura emocional sem agulhas. Ensina a desbloquear a energia estagnada nos meridianos, de forma fácil, rápida e extremamente eficaz, proporcionando a cura para questões físicas emocionais. Você mesmo pode se auto-aplicar o método. Para receber manual gratuito da técnica e já começar a se beneficiar, acesse: http://www.eftbr.com.br/manual-gratuito.asp e baixe o seu manual.

26 maio, 2012

O monge e a prostituta!

Vivia um monge nas proximidades do templo de Shiva. Na casa em frente, morava uma prostituta. Observando a quantidade de homens que a visitavam, o monge resolveu chamá-la.

- Você é uma grande pecadora - repreendeu-a. Desrespeita a Deus todos os dias e todas as noites. Será que você não consegue parar e refletir sobre a sua vida depois da morte?

A pobre mulher ficou muito abalada com as palavras do monge; com sincero arrependimento orou a Deus, implorando perdão. Pediu também que o Todo-Poderoso a fizesse encontrar uma nova maneira de ganhar o seu sustento.

Mas não encontrou nenhum trabalho diferente. E, após uma semana passando fome, voltou a prostituir-se. Mas, cada vez que entregava seu corpo a um estranho, rezava e pedia perdão.

O monge, irritado porque seu conselho não produzira nenhum efeito, pensou consigo mesmo: "A partir de agora vou contar quantos homens entram naquela casa - até o dia da morte desta pecadora".

E desde esse dia, ele não fazia outra coisa a não ser vigiar a rotina da prostituta: a cada homem que entrava, colocava uma pedra num monte.

Passado algum tempo, o monge tornou a chamar a prostituta e lhe disse:

- Vê esse monte? Cada pedra dessas representa um dos pecados morais que você cometeu, mesmo depois de minhas advertências. Agora torno a dizer: cuidado com as más ações!

A mulher começou a tremer, percebendo como se avolumavam seus pecados. Voltando para casa, derramou lágrimas de sincero arrependimento, orando:

- Ó Senhor, quando Vossa misericórdia irá me livrar desta miserável vida que levo?

Sua prece foi ouvida. Naquele mesmo dia, o anjo da morte passou por sua casa e a levou. Por vontade de Deus, o anjo atravessou a rua e também carregou o monge consigo.

A alma da prostituta subiu imediatamente ao céu, enquanto os demônios levaram o monge ao inferno. Ao cruzarem no meio do caminho, o monge viu o que estava acontecendo, e clamou:

- Ó Senhor, essa é a Tua justiça? Eu, que passei a minha vida em devoção e pobreza, agora sou levado ao inferno, enquanto essa prostituta, que viveu em constante pecado, está subindo ao céu!

Ouvindo isso, um dos anjos respondeu:

- São sempre justos os desígnios de Deus. Você achava que o amor de Deus se resumia a julgar o comportamento do próximo. Enquanto você enchia seu coração com a impureza do pecado alheio, esta mulher orava fervorosamente dia e noite. A alma dela ficou tão leve depois de chorar que podemos levá-la até o paraíso. A sua alma ficou tão carregada de pedras que não conseguimos fazê-la subir até o alto.


Texto de Paulo Coelho