03 novembro, 2011

Não coloque a culpa no obsessor!

Na grande maioria das vezes, é comum uma pessoa se motivar em buscar sua espiritualidade porque experimenta um período de calamidades emocionais, crises financeiras e existenciais. As portas do mundo parecem fechadas para ela, e realmente é possível que estejam mesmo. São momentos em que tudo dá errado, mas muito errado mesmo, a ponto de todos ao redor sentirem pena. Nesse instante não dá realmente para ignorar que tem algo estranho acontecendo. Além disso, muitas vezes o indivíduo adoece, sendo acometido por dores fortes e outras complicações físicas. Literalmente, o mundo caiu.

O que está acontecendo?

Na verdade, o mundo caiu mesmo porque foi construído ao longo da vida sem alicerce firme, e agora a pessoa está colhendo o que plantou.

Nesses momentos, a pessoa recorre a tudo que ela já tenha ouvido falar, procurando ajuda para renascer e sair dessa lama que sua vida se tornou. No desespero, inicia uma caminhada louca em busca de amenizar a dor e o sofrimento, muitas vezes sem medir as consequências. É comum a procura por milagres, milagreiros, gurus.

Não estou aqui desvalorizando a figura de tantas pessoas que existem nesse mundo, que estão ensinando, ajudando, se portando como verdadeiros mestres, que ajudam as pessoas a se entenderem em seus aprendizados. No Brasil e no mundo, existem milhares de seres bem intencionados, preparados, dedicados e verdadeiramente especiais, pois sem eles a situação do Planeta seria ainda pior.

Refiro-me ao fato de que quando a pessoa mergulha em um desespero, ele cria a tendência sempre de colocar a culpa no outro. Então, naturalmente ela também vai achar que a solução de seus problemas está com alguém externo e esse comportamento é condizente com quem está fora do eixo.

Nessa busca por amenizar a dor, é comum as pessoas buscarem igrejas, templos, religiões e filosofias que atribuem a causa de tanta desgraça, crises e problemas à presença de seres desencarnados chamados de obsessores ou encostos.

É claro que a influência produzida por espíritos desencarnados e desequilibrados é novica! Porém, quero evidenciar que a culpa não é do encosto, do obsessor, do demônio ou sei lá de quem. A pessoa, por seu comportamento, seu padrão emocional e mental, a sua conduta de vida, moral, ética é que repele ou atrai tais influências.

Considero que ajuda às pessoas que sofrem esse tipo de influência seja necessária e que as energias intrusas precisam ser removidas para que a pessoa viva feliz, mesmo porque, muitas vezes, sem ajuda externa ela não consegue se libertar sozinha. Só que atribuir toda a culpa de um fracasso atual para um "coitado" de um obsessor, puxa vida, aí é injustiça!

Pergunte-se em primeiro lugar: O que eu fiz para atrair esse tipo de influência? Por que eu estabeleci essa afinidade? Onde eu errei? O que preciso mudar para isso não acontecer mais?

Bingo!!! É disso que estamos falando! A ajuda externa é importante sim, mas não vai adiantar nada se você não mudar a sua maneira antiga de pensar, e isso dá trabalho, requer empenho e dedicação.

Quantas pessoas se dizem obsidiadas, vão às suas igrejas fazer descarregos, limpezas, purificações, desobsessões, no entanto depois que voltam para casa, brigam com seus cônjuges, cultivam mágoa, ódio, consomem álcool, cigarros, etc e não mudam nada em seus comportamentos. E daí, o que será que acontece depois?

Não demora nada  e a influência espiritual se forma outra vez. Isso tudo sabe por quê?

Porque a única diferença que existe entre uma pessoa e seu obsessor é que um está vivo e outro não, só isso. Estão sintonizados pelo padrão de pensamentos, pelos vícios compatíveis, emoções densas, etc. Desobsessão simples, sem grandes doses de consciência, dificulta a evolução de qualquer ser.

Quando a pessoa se purifica e se eleva, a afinidade com esses seres de desfaz. Com o padrão psíquico melhorando, passamos a atrair seres espirituais com intenções muito mais elevadas, se configurando nesse caso como uma bênção e não uma influência negativa.

(Texto de Bruno J. Gimenes)

02 novembro, 2011

Morte Inexistente...

Afirmam que a morte não existe. Que não se trata senão de uma passagem de um estágio para outro.
Será que para um coração de mãe que vê seu filho demandar a aduana do túmulo, tais afirmativas valem como consolo?
Para um pai que acompanha, em lágrimas, o esquife que abriga o corpo do filho morto, isto será suficiente?
Como aplacar a saudade sem limites e a dor superlativa? Haverá algo que possa amenizar o sofrimento da ausência?
Aconteceu na vida de uma mãe que viu partir a sua pequena de sete anos.
Tudo transcorreu como muito rápido. À tarde, ela brincava no parque, travessa e afoita como sempre.
Ao entardecer, voltou ao lar mais cedo do que o habitual, queixando-se de dores de cabeça. Parecia um pouco febril.
Tudo foi levado à conta de um resfriado leve. A medicação suave se fez no próprio lar. A criança se recolheu ao leito.
A febre e a dor aumentaram de intensidade nas horas que se seguiram.
No dia seguinte, resolveu-se levar a criança ao médico. Internamento às pressas, exames, diagnóstico terrível.
Em poucas horas o quadro agravou-se.
Depois, foi a longa espera do lado de fora do centro de terapia intensiva, para as visitas com hora certa e rápidas.
Finalmente, a morte. O corpo gélido. A dor da separação. Os lábios que sorriam, cantavam, emudeceram. As mãos que faziam carícias enrijeceram. O corpo que realizava acrobacias nas árvores, no parque de diversões tornou-se imóvel.
Os dias que se seguiram foram de silêncio.
O tilintar do telefone, a conversa das pessoas, incomodavam.
Se sua filha morrera, tudo deveria vestir-se de luto, como seu coração de mãe.
O jardim em primavera de cores parecia ofendê-la porque seus olhos somente viam a escuridão, desde que o raio de sol de sua vida fora arrebatado.
Certa noite, sonhou. Viu sua pequena filha vestida de azul, cor que lhe caía tão bem e realçava sua pele, seus cabelos, seu sorriso.
A pequena sorria, estendendo os braços: "mãe, por que tanta amargura e revolta?"
A voz era doce e terna, falando-lhe enquanto a acariciava com suas mãozinhas mimosas.
- Findou meu tempo na terra, mãezinha. Foi tão bom. Mas era somente o tempo que me faltava para completar. Deus permitiu-me a volta ao mundo espiritual, desde que cumpri o que estava estabelecido.
- Por que chora, mãezinha, a liberdade de sua filha? Não vê como estou bem e feliz? Estou com você e desejo vê-la sorrir novamente.
- Permita-se o retorno à alegria. Dedique-se a crianças sem lar, doe meus brinquedos, faça outros pequenos felizes em meu nome. E Deus, que tudo vê, nos abençoará a ambas.
Quando despertou na manhã seguinte, a jovem mãe trazia a nítida lembrança das carícias e dos afagos da filha.
Ergueu-se, abriu a janela, aspirou o ar perfumado da manhã de luz, observou as tintas da madrugada que se despedia, sorriu e decidiu-se por voltar a viver com alegria e esperança.
Você sabia?
Você sabia que a morte pode ser comparada a uma breve despedida?
Os que nos deixam na terra, verdadeiramente não nos abandonam, já que para os verdadeiros amores jamais se apaga a chama do afeto.
Dessa forma, não existem adeuses, mas sim um "até breve", pois logo mais tornaremos a nos ver, a nos reencontrar, no mundo dos espíritos ou no mundo corporal.
Nossos amores, se não estão conosco, ao nosso lado, permanecem em algum lugar, porque jamais se perde a ponte entre o céu e o coração.

Oremos por nossos queridos que já possuem mais luz que nós, na certeza de que um dia iremos reencontrá-los.

(Redação do Momento Espírita)

01 novembro, 2011

Olhe...

Olhe para trás!
Veja os obstáculos que você já superou, veja quanto você aprendeu e quanto você cresceu.

Olhe para frente!
Não fique parado, levante-se quando tropeçar e cair. Estabeleça metas, planos e prossiga.

Olhe para dentro!
Conheça seu coração e analise seus projetos. Procure manter puros os seus sentimentos, não deixe o orgulho, a vaidade e a inveja dominar seus pensamentos e coração.

Olhe para os lados!
Socorra quem precisa de você. Ame o próximo e seja sensível às necessidades dos que te cercam.

Olhe para baixo!
Tome cuidado, não pise em ninguém. Perceba os pequenos e aprenda a valorizá-los.

Olhe para cima!
Muito acima de você está Deus que te observa e tudo controla. Seja merecedor do poder e bondade de Deus que te ama.


(Autor desconhecido)